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Alive & Kicking

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Sempre ouvi muito boas referências sobre a holandesa De Molen, mas ainda não tinha tido a curiosidade para experimentar. 
  Os rótulos de suas cervejas são sempre bem simples, sem nada de desenhos ou fotos. Fundo branco, informações em preto. A complexidade está mesmo no líquido.
  Na taça uma coloração acobreada, levemente turva, com uma espuma de bolhas esparsas, alta, bege e de média dissolução que deixou alguns véus nas bordas.
  Aromas bem complexos: início frutado, com manga, lichia, mamão verde. Algumas notas de malte, com biscoito e pão fresco. Leve floral e herbal ao fundo. As notas maltadas aumentaram um pouco com a temperatura, e o frutado prevaleceu com a manga.
  Sabor bem frutado na entrada, com manga, mamão verde e cidra. Notas cítricas, maltadas e uma leve picância ao final, com um leve e equilibrado amargor. Corpo levemente licoroso, ótima carbonatação, álcool bem inserido.





Serviço:
  De Molen Alive and Kicking
  American IPA
  6,2% ABV
  Degustação 6 graus C
  País: Holanda
 …

Brooklyn Blast!

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Pode acreditar: qualquer rótulo que encontre da Brooklyn Brewery vale a pena. Até hoje ainda não tomei nenhum que tenha me desapontado. Fica até fácil para postar aqui.
  A Brooklyn Blast! é uma Imperial IPA que tem uma ótima base de maltes (Maris Otter e German Pilsner) que forma a espinha dorsal perfeita para uma combinação bombástica de 11 diferentes lúpulos (Willamette, Magnum, Cascade, Fuggle, Aurora, Zythos, Bravo, Simcoe, Sorachi Ace, Amarillo e Experiment 6300). Não é uma tarefa fácil equilibrar tudo isso numa cerveja. E a tarefa de degustar fica deliciosamente difícil também!
  No copo, mostrou uma linda coloração dourada-acobreada, levemente turva, com uma espuma branca de rápida dissolução. 
  Aromas complexos, com os aspectos herbais mais evidentes: ervas frescas e maceradas, e depois notas cítricas puxadas para mexerica. Fundo levemente maltado. O cítrico e o maltado ficaram mais evidentes com o aumento da temperatura de degustação.
  O sabor apresenta o cítrico com mais ev…

Da Escócia Antiga: Fraoch Heather Ale

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Parece roteiro de filme para motivação de empreendedores: dois irmãos escoceses tinham uma loja de produtos para cervejeiros caseiros em Glasgow. E num dia que poderia ser um dia qualquer do ano de 1988, entra na loja uma senhora, descendente de Gauleses, com um papel com uma tradução de uma antiga receita chamada "Leanne Fraoch" que teria estado em sua família por várias gerações.
  Tratava-se de uma receita de quase 2.000 anos antes de Cristo!
  Naquela época ainda não se tinha conhecimento do lúpulo como ingrediente, e a fermentação ainda era feita de maneira espontânea. Além dos maltes, os produtores de cerveja utilizavam misturas de flores e ervas para dar aromas e amargor à cerveja; essa mistura, muito particular para cada produtor ou família, era chamada de gruit.
  A receita então foi sendo aperfeiçoada pelos irmãos, que também adquiriram os direitos de produção e comercialização. Um dos desafios para os novos produtores era ter as flores e ervas frescas em todas as e…

Confraria de Julho: Barleywines

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Já que este é o primeiro post sobre a Confraria, é bom esclarecer: não, não tem nenhum cervochato. São 8 loucos que fizeram o primeiro curso de sommelier de cervejas do Mestre-cervejeiro.com e Universidade Positivo em Curitiba e se juntaram com o Mestre e formaram um grupo que nem nome tem, para estudar cervejas. Uma ótima desculpa para beber bem (nesse bem não se lê muito, OK?) ao menos uma vez por mês.
  O encontro desse mês era para estudarmos Barleywines. Foi minha sugestão, e fiquei também encarregado de fazer as compras e propor a comida. E a proposta de comida foram dois risotos com Barleywine: um de mandioquinha (cozida na cerveja) e linguiça blumenau, e outro de gorgonzola (derretido na cerveja) e nozes chilenas. Sobrou um pouco de comida, porque "alguns" furaram ao encontro, mas acho que a combinação foi boa.
  Na tradução livre, Barleywine significa "vinho de cevada". Sua história remonta à Grécia antiga, mas a Barleywine moderna tem sua origem ligada à ar…

Emelisse Black IPA

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Uma cerveja que tem aromas de IPA. Tem amargor de IPA. Utiliza lúpulos de IPA em suas receitas. Mas é escura. Oi? Sim, é uma Black IPA, um estilo que não é assim tão novo em termos de produção mas que ainda está um pouco no limbo nos guias de estilo. 
  A Emelisse é uma cervejaria Holandesa que tem ótimos rótulos disponíveis aqui no Brasil; eu já postei aqui a Creme Brulee Stout, lembra? O site oficial da cervejaria não tem tradução para inglês ou qualquer outra língua; pena.   No copo, uma coloração negra, brilhante, com uma espuma cor creme, de média formação e dissolução rápida, que formou alguns véus no copo.   Apesar de utilizar os lúpulos americanos Chinook e Cascade, os aromas da Emelisse Black IPA não são tão pungentes quanto das IPAS americanas. Notas de caramelo dos maltes bem evidentes, um pouco de tostado e notas cítricas de laranja e tangerina; notas florais também se fizeram presentes ao subir da temperatura de degustação.   Sabor adocicado bem agradável, com as notas dos …