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26 de janeiro de 2011

Museu do Forno & Fogão

   Não contei tudo sobre a receita de bolachas de nata, que publiquei anteriormente. E de propósito. Mas também não vou conseguir contar tudo agora. Calma, já me explico.
   Quando tive a ideia de colocar a receita no blog, meus pais estavam viajando. Perguntando a minha mãe sobre a receita, ela me explicou em que armário e em que caderno encontrá-la. Fui a seu apartemento já cheio de curiosidade: "em que caderno" dava a absoluta certeza de existir mais de um. E eram três.
   Se costumamos dizer que a apresentação de um prato nos faz começar a comer com os olhos, a visão daqueles cadernos me deu mais que água na boca: meu coração disparou de excitação e minhas mãos não se continham em virar todas aquelas páginas, caprichosamente manuscritas, desenhadas (foto abaixo), com recortes de jornal coladas aqui e ali. O cheiro de papel guardado estava muito melhor que o perfume de muita especiaria...
   Com o uso da internet, esse tipo de caderno está caindo em desuso, creio eu. Agora mesmo fui no google: "receita xxxxx": aproximadamente 195 mil resultados em 0,33 segundos. Uau! Antigamente a receita se passava de mão em mão, assim no caderninho, alguém ditando ou mesmo copiando num papelzinho qualquer para depois passar a limpo, tudo bem catalogado. Deveria, sim, virar peça de museu. Até minha caligrafia de criança encontrei ali.
   Nem preciso dizer que os cadernos vão render muito material para esse blog. Eles vieram de encontro ao que eu pensava quando a ideia estava ainda no forno - "trazer de volta aquele gostinho de quintal que temos guardado na memória". E em tempos recentes de virada de ano, quem sabe não viram um objetivo para um belo livro?


Muito bem encapados e conservados


Receitas e recortes de jornal















Desenhos e legendas




















   PS: Ao ler esse texto, minha mãe pediu royalties pela publicação! Merecidos! 

Um comentário:

  1. Curioso este post. Não pela receita em si, de origem materna, portanto garantidamente boa, mas pelo que li no final "quem sabe não vira um livro?"

    Vai virar mesmo! Veja como é a vida...

    abço

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