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Mostrando postagens de Fevereiro, 2011

Linguado ao molho de Alho Poró

Essa é uma receita de que gosto muito, e é bem fácil e rápida.
   Como ela não faz parte daqueles caderninhos, não tem muita história. Então vamos direto a ela:

LINGUADO AO MOLHO DE ALHO PORÓ:
 - 2 filés de linguado (ou outro peixe de sua preferência)
 - 1 talo de alho poró
 - 300ml de leite
 - 25g de manteiga
 - 25g de farinha de trigo
 - sal a gosto
 - noz moscada a gosto

   Divida o talo do alho poró em 3 partes; corte finamente uma delas e reserve.
   Derreta a manteiga e misture a farinha de trigo até incorporar e obter uma cor quase dourada; acrescente o leite (frio) e cozinhe até formar uma mistura cremosa, mexendo sempre. Tempere com sal e noz moscada a gosto.
   Bata no liquidificador essa mistura cremosa com as duas partes do alho poró.
   Numa frigideira, doure os filés de linguado e acrescente o molho. Ao servir, enfeite com as rodelas do alho poró.
   Deguste em boa companhia.

Gorgonzola Volcano

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O nome pode paracer um tanto inusitado, mas vocês vão ver que é isso mesmo: um vulcão de gorgonzola. Para quem é queijólatra como eu, é uma tentação.
   Dizem que as melhores ideias aparecem quando estamos distraídos, pensando em nada e de repente cai a maçã na nossa cabeça. Eu diria que não tão distraído assim, mas com a mente e o espírito de alguma forma abertos - para não xingar a maçã e jogá-la longe. Distraídos venceremos, disse o poeta Leminski.
   Foi num domingo à tarde que essa "maçã" caiu na minha cabeça. Estava tranquilamente tomando uma cervejinha, em casa, quando minhas filhas pediram para fazer um petit gateau. Depois de alguns resmungos de minha parte, fomos à cozinha. Eu não queria acompanhá-las no bolinho, já que estava tomando cerveja; "mas então come alguma coisa com a gente" foi o desafio sutil daquela tarde preguiçosa.
   Alguns milisegundos depois de soltar a porta da geladeira, percebi um pedaço generoso de queijo gorgonzola que me deu o e…

Sons da Cozinha

Este post tem um caráter bastante intimista, já vou logo me desculpando. Natural, pela fase; a vida começa aos 40, não é mesmo?
   Ouvi por esses dias que o ovo deixou (outra vez) de ser vilão da saúde e está de casca aberta nos cardápios por aí. Ovos mexidos, omeletes, aquele ovinho frito. Mas o que de deu mesmo água na boca foi a boa e velha gemada. Isso mesmo; e com muito açúcar.
   Uma de minhas recordações de infância é a gemada que minha avó fazia quando eu passava férias em sua casa, no interior de São Paulo. Havia todo um ritual - férias combinavam com acordar tarde, e meu despertador era o barulhinho da colher batendo na caneca e se aproximando através do longo corredor pelas mãos da vó até a porta do quarto para me chamar. Era o som de que o dia começava, e começava doce. Doces dias.
   Em casa, ainda tentava fazer algumas vezes, mas não tinha igual - motivo até de algumas brigas com minha mãe, pois mesmo estando a gemada no exato ponto ela nunca estava igual à da vó. Nun…

Mini Rabanadas

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A saudade começou no final do ano, quando eu ouvia a um programa de rádio sobre receitas natalinas, que classificou a rabanada como um preparo "tipicamente paulistano". Saudade dobrada. Não pude comprovar o quanto ela é ou foi presente em outras regiões do Brasil, mas sua origem é genuinamente portuguesa, e recebia até o nome de "fatia-dourada" provavelmente por sua cor após a fritura. O fato é que aqueles poucos segundos no rádio ecoaram em minha saliva por muitos dias.
   Consegui resistir à tentação durante o final de ano. Mas depois de ver aquele caderno de receitas do último post, a saudade foi mais forte e me esbaldei no café da manhã do último domingo. Tentando driblar um pouco a falta de atividade física, resolvi fazer as rabanadas em mini pedaços para dar uma aliviada: usei pão de forma (integral!), com as fatias cortadas em quatro partes. Só que, como diria o bom e velho Luiz Melodia: "tudo certo como dois e dois são cinco"...comi muito mais …