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Mostrando postagens de Março, 2011

Congrio rosa ao molho de uvas verdes e poivre

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Não, não é uma homenagem à Mangueira. Foi um invencionismo cuja única e mera coincidência com a escola de samba são as cores.
   E sabe aquele eletrodoméstico que você compra, usa muito nas primeiras semanas de empolgação e depois vai encostando? Pois é, essa receita começou com ele, o juicer. Há tempos ele andava encostado aqui em casa; teve uma sobrevida há alguns meses, quando o Tomás desmamou e começou a tomar sucos, depois ficou encostado outra vez. Ele realmente é muito bom. O problema é que também é muito ruim e chato de lavar, e ocupa um baita espaço na cozinha. Quase um trambolho, não fosse sua real utilidade.
   Semana retrasada, a Patricia olhou para ele e me sugeriu que colocasse à venda num site. Concordei, mas alguns dias depois ele me chamou a atenção, quase num déja-vu: poxa, eu com um equipamento desses na mão poderia inventar um monte de receitas e coisas legais. Então, o equipamento ganhou mais uma sobrevida.
   Queria fazer algum molho com frutas, e pra complica…

Um pouco sobre azeites

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Ouro líquido. Não sei de quando remonta essa tão precisa denominação, mas consta que a oliveira é uma árvore muito antiga - desde cerca de 3.000 a.C. já era cultivada no Oriente Médio, nos atuais Israel, Cisjordânia, Líbano e partes da Jordânia. O azeite, produto obtido do fruto dessas árvores anciãs, já foi usado como perfume, combustível para iluminação, lubrificante e até impermeabilizante de tecidos. Seu uso culinário também foi registrado desde tais primórdios.
   Um alimento presente há tanto tempo na mesa da humanidade não poderia fazer mal à saúde. Há inúmeras pesquisas nesse campo e o que já se sabe é que o consumo regular de azeite de oliva pode ajudar a diminuir o colesterol LDL (aquele do mal) do organismo, reduzindo o risco de infarto e AVC; também ajuda a combater os radicais livres, que são responsáveis pelo envelhecimento e por doenças como o diabetes, a arterioesclerose e a hipertensão, por exemplo. Claro que de nada adianta enfiar o pé na jaca regada de azeite; a …

Vinagrete de Romã

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"Distraídos venceremos", escreveu Paulo Leminski. Acho que já citei isso por aqui, mas acontece tanto que a gente se distrai e não percebe.
   Minha batalha era no mercado municipal, à procura de pequi para uma receita de risoto que minha amiga Aline Tomaz postou em seu delicioso blog (aqui). Percorri várias bancas mas não encontrei. "Talvez na próxima semana", foi o mais perto que consegui chegar. Mas de repente um colorido um pouco diferente me chamou a atenção quando já ia embora, e dei um passo atrás: lindas e enormes romãs! Peguei, cheirei, fui longe no tempo e não resisti - comprei uma, já que o preço estava proibitivo e eu nem bem sabia o que faria com ela.
   A árvore da romã foi consagrada à deusa Afrodite, pois os gregos a associavam ao amor e à fecundidade. Já vi também uma simpatia de guardar algumas de suas sementes na carteira na virada do ano. Enfim, se é afrodisíaca mesmo não sei, mas acabei resolvendo fazer com ela um vinagrete (e olha que quem …

Salmão na crosta de coco

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Em tempos em que o preço da carne aumentou tando, os peixes considerados mais nobres passam a ser uma ótima opção para quem quer fazer um prato um pouquinho mais caprichado sem pesar no bolso nem no estômago.
   Esta é uma receita delicada e muito saborosa, sem ser pomposa demais.

SALMÃO NA CROSTA DE COCO:
 - 2 filés de salmão
 - 300g de coco ralado fresco (não aqueles pacotinhos de mercado)
 - 400ml de azeite de oliva
 - 1 ramo de salsinha (bem) picada
 - sal a gosto
 - pimenta do reino a gosto

   Misture o coco e o azeite de oliva num recipiente, acrescentando aos poucos o sal, a salsinha picada e a pimenta, verificando sempre o tempero - o sabor do coco deve prevalecer, sem ficar muito doce. Acrescente mais azeite de oliva caso a mistura fique muito seca. Reserve.
   Doure rapidamente os dois lados do salmão numa frigideira. Leve a uma assadeira, cubra com a crosta de coco e leve ao forno quente por 15 minutos.
   Deguste em boa companhia.

Flan de laranja

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Algumas vezes em minha infância pude acompanhar meu pai em visitas que fazia a uma fábrica no interior de Sâo Paulo, perto de Campinas. Ali havia uma enorme plantação de laranjas, e sempre voltávamos carregados; enquanto meu pai trabalhava, eu andava pelo laranjal com um senhor muito atencioso e simpático, sr. Cláudio, que sempre que me saudava dizendo "Vamos buscar umas laranjas pra sua mãe fazer o pudim que você gosta".
   Realmente a sobremesa era uma de minhas prediletas naquela época. Mas não era um pudim, e sim um flan (sem querer discutir aqui o sexo dos anjos, o pudim tem uma consistência mais cremosa, enquanto o flan é mais firme, podendo ser cortado). Uma receita muito rápida e fácil de fazer, para uma sobremesa bem refrescante.


FLAN DE LARANJA:
 - 1 embalagem (12g) de gelatina sem sabor
 - 1 lata de leite condensado
 - a mesma medida de suco de laranja
 - a mesma medida água
 - raspas de laranja, para decorar

   Hidrate a gelatina em água fria por alguns minutos…