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24 de fevereiro de 2011

Linguado ao molho de Alho Poró

   Essa é uma receita de que gosto muito, e é bem fácil e rápida.
   Como ela não faz parte daqueles caderninhos, não tem muita história. Então vamos direto a ela:

LINGUADO AO MOLHO DE ALHO PORÓ:
 - 2 filés de linguado (ou outro peixe de sua preferência)
 - 1 talo de alho poró
 - 300ml de leite
 - 25g de manteiga
 - 25g de farinha de trigo
 - sal a gosto
 - noz moscada a gosto

   Divida o talo do alho poró em 3 partes; corte finamente uma delas e reserve.
   Derreta a manteiga e misture a farinha de trigo até incorporar e obter uma cor quase dourada; acrescente o leite (frio) e cozinhe até formar uma mistura cremosa, mexendo sempre. Tempere com sal e noz moscada a gosto.
   Bata no liquidificador essa mistura cremosa com as duas partes do alho poró.
   Numa frigideira, doure os filés de linguado e acrescente o molho. Ao servir, enfeite com as rodelas do alho poró.
   Deguste em boa companhia.

17 de fevereiro de 2011

Gorgonzola Volcano

   O nome pode paracer um tanto inusitado, mas vocês vão ver que é isso mesmo: um vulcão de gorgonzola. Para quem é queijólatra como eu, é uma tentação.
   Dizem que as melhores ideias aparecem quando estamos distraídos, pensando em nada e de repente cai a maçã na nossa cabeça. Eu diria que não tão distraído assim, mas com a mente e o espírito de alguma forma abertos - para não xingar a maçã e jogá-la longe. Distraídos venceremos, disse o poeta Leminski.
   Foi num domingo à tarde que essa "maçã" caiu na minha cabeça. Estava tranquilamente tomando uma cervejinha, em casa, quando minhas filhas pediram para fazer um petit gateau. Depois de alguns resmungos de minha parte, fomos à cozinha. Eu não queria acompanhá-las no bolinho, já que estava tomando cerveja; "mas então come alguma coisa com a gente" foi o desafio sutil daquela tarde preguiçosa.
   Alguns milisegundos depois de soltar a porta da geladeira, percebi um pedaço generoso de queijo gorgonzola que me deu o estalo: taí, esse vai ser meu petit gateau de hoje. Naquele dia, claro que a primeira receita não chegou àquilo que eu queria. Nem a segunda. Foram umas 9 ou 10 versões que a família e alguns amigos tiveram que provar como cobaias até que a receita chegou no que é hoje: um bolinho salgado que derrete seu recheio de gorgonzola quando cortado.
   Ah! a receita também ganhou elogios no guia do jornal Gazeta do Povo, de Curitiba: http://guia.gazetadopovo.com.br/mat/curitiba-restaurant-week:-tem-petit-gateau-de-gorgonzola-no-quintal-gastronomia/1006442/?ema=1

   Segue a receita:

GORGONZOLA VOLCANO:
 - 250g de queijo gorgonzola
 - 200ml de leite
 - 100g de farinha de trigo
 - 1 ovo
 - manteiga e farinha para untar as forminhas
  (conforme seu apetite pelo gorgonzola, você pode trocar as proporções entre ele e o leite, para suavizar)

   Bata todos os ingredientes no liquidificador até obter uma massa homogênea. Unte muito bem as forminhas com manteiga e farinha (besunte mesmo) e coloque nelas a massa deixando cerca de 1cm da borda. Leve ao forno bem quente e temperatura máxima por cerca de 8 a 10 minutos.
   Sirva e aproveite com uma boa companhia.

10 de fevereiro de 2011

Sons da Cozinha

   Este post tem um caráter bastante intimista, já vou logo me desculpando. Natural, pela fase; a vida começa aos 40, não é mesmo?
   Ouvi por esses dias que o ovo deixou (outra vez) de ser vilão da saúde e está de casca aberta nos cardápios por aí. Ovos mexidos, omeletes, aquele ovinho frito. Mas o que de deu mesmo água na boca foi a boa e velha gemada. Isso mesmo; e com muito açúcar.
   Uma de minhas recordações de infância é a gemada que minha avó fazia quando eu passava férias em sua casa, no interior de São Paulo. Havia todo um ritual - férias combinavam com acordar tarde, e meu despertador era o barulhinho da colher batendo na caneca e se aproximando através do longo corredor pelas mãos da vó até a porta do quarto para me chamar. Era o som de que o dia começava, e começava doce. Doces dias.
   Em casa, ainda tentava fazer algumas vezes, mas não tinha igual - motivo até de algumas brigas com minha mãe, pois mesmo estando a gemada no exato ponto ela nunca estava igual à da vó. Nunca, nenhuma.
   Quando me mudei para Curitiba, vi que algumas pessoas comem gemada no inverno, acompanhando o que em São Paulo chamamos de vinho quente (é o quentão do Paraná, mas essas diferenças ficam para um post de inverno, certo?). Confesso que nunca tinha misturado a gemada com vinho, e gostei. Tem também quem coloque vinho do Porto, o que também fica muito bom. Mas convenhamos, vinho é covardia, né; se a companhia é boa, até um vinho ruim passa.
   Com vinho ou não, com saudades ou não, comece o seu dia com uma doce gemada. Vale a pena.
   Nem precisava de receita, mas vai:
  
 GEMADA:
 - 1 gema
 - açúcar à gosto
 - vinho à gosto (se for para começar o dia, não exagere...)
  Bata à mão a gema e o açúcar até obter uma mistura homogênea e bem clara. Adicione o vinho e bata um pouco mais até misturar bem. Tenha um doce dia!

   E você, tem algum som da cozinha que lembre algum bom prato? Deixe um comentário.

1 de fevereiro de 2011

Mini Rabanadas

   A saudade começou no final do ano, quando eu ouvia a um programa de rádio sobre receitas natalinas, que classificou a rabanada como um preparo "tipicamente paulistano". Saudade dobrada. Não pude comprovar o quanto ela é ou foi presente em outras regiões do Brasil, mas sua origem é genuinamente portuguesa, e recebia até o nome de "fatia-dourada" provavelmente por sua cor após a fritura. O fato é que aqueles poucos segundos no rádio ecoaram em minha saliva por muitos dias.
   Consegui resistir à tentação durante o final de ano. Mas depois de ver aquele caderno de receitas do último post, a saudade foi mais forte e me esbaldei no café da manhã do último domingo. Tentando driblar um pouco a falta de atividade física, resolvi fazer as rabanadas em mini pedaços para dar uma aliviada: usei pão de forma (integral!), com as fatias cortadas em quatro partes. Só que, como diria o bom e velho Luiz Melodia: "tudo certo como dois e dois são cinco"...comi muito mais das mini fatias do que se fossem as rabanadas normais.
   Então aqui vai a receita e uma dica: se você realmente acredita que a segunda-feira é o dia universal do regime, faça as rabanadas no café da manhã do sábado e guarde algumas para o café da manhã de domingo: elas ficam ainda melhores depois de mais um dia.

 RABANADAS:
 - 1 lata de leite condensado
 - leite na mesma medida da lata de leite condensado
 - 2 ovos
 - açúcar
 - canela em pó
 - pão amanhecido, em fatias, de sua preferência
  Prepare uma mistura de açúcar e canela em pó, a seu gosto. Reserve. Num outro recipiente, misture o leite condensado e o leite. Junte os ovos, um a um, e misture até ficar homogêneo. Merguhe as fatias de pão por alguns minutos, até ficarem bem molhadas pela mistura. Frite em óleo bem quente e deixe escorrer em papel toalha. Polvilhe a mistura e açúcar e canela. Se esbalde.

 



   PS, outra dica: o pão molhado suja (muito) o óleo; assim procure usar uma panela grande e funda e colocar quanto mais fatias puder para fritar ao mesmo tempo, pois a tendência é de que as fritadas acabem ficando com um aspecto mais queimado.