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12 de março de 2015

Tupiniquim Monjolo Imperial Porter

  No post anterior, escrevi sobra a breja colaborativa entre as cervejarias Tupiniquim (RS), Colorado (SP) e Nøgne Ø (Noruega), a sensacional "O Grande Encontro" - uma deliciosa Quadrupel.
  Com os acontecimentos cervejeiros da semana, nada mais justo do que repetir a dose de Tupiniquim: ela foi eleita a Melhor Cervejaria do Brasil de 2015! no Festival Brasileiro da Cerveja que está acontecendo em Blumenau/SC. Ela já havia caído nas graças do público cervejeiro desde sua fundação (2013), venceu como  Melhor Cervejaria da América do Sul no South Beer Cup de 2014, e agora levou pra casa 15 medalhas no Festival (6 ouros, 5 pratas e 4 bronzes). Vale comentar que a Colorado, ícone das cervejas artesanais brasileiras levou também 4 ouros para casa, mantendo sua tradição de ponta.
  O concurso contou com 874 rótulos inscritos divididos em 117 diferentes estilos de cerveja. Foi mais que o dobro do ano anterior, em número de rótulos. O anúncio foi feito ontem, e - coincidência ou não - hoje tive certa dificuldade em conseguir um dos rótulos premiados para poder postar aqui.
  Trata-se da Monjolo Imperial Porter, medalha de ouro no estilo American-Style Imperial Porter. "Monjolo" é uma máquina movida a água utilizada no beneficiamento do arroz. Não encontrei maiores referências para a caracterização do nome para esta breja, mas o rótulo pode nos esclarecer: "Descobrimento, variedade de grãos, colonização e trabalho pesado eram características do Brasil imperial. A evolução é o elo do ontem e do hoje, e a cerveja não fica fora disso. Tudo passa mas a história não deixa esquecer". 
  Trabalho pesado mesmo, nesse país estruturalmente vertido contra o empreendedorismo e a pequena empresa. E dos impostos altos e sem retorno que espremem o setor cervejeiro (como tantos outros). Parabéns à Tupiniquim!
  
  A Monjolo Imperial Porter vertida no copo mostrou um líquido negro, opaco e sem turbidez. Formou uma espuma de cor marrom claro com bolhas grandes que se dispersa em sua maior parte mas depois forma uma fina camada de longa duração.
  No aroma destaca-se primeiro o adocicado e maltado, com a torrefação chegando bem nítida logo em seguida. Notas de chocolate, caramelo, capuccino, num equilíbrio muito bom.
  Um corpo bem licoroso traz à boca bastante malte, dulçor proeminente e uma carbonatação muito bem colocada. Um final longo e picante, marcado pelo calor dos 10,5% de álcool, que persistem no retrogosto com uma sensação de "quero mais" para o próximo gole. Excelente.
  Com o aumento da temperatura durante a degustação, os aromas de chocolate (bolo, nega maluca) ficaram mais intensos, e o corpo ganhou ainda mais cremosidade. Fica no fundo do copo aquele restinho como o de um chocolate quente no fundo da xícara. De lamber os beiços.
  Eu harmonizaria esta cerveja com um brownie de chocolate ou com um manjar branco com calda de ameixas. 




Serviço:
  Tupiniquim Monjolo
  Imperial Porter
  10,5% ABV
  País: Brasil
  Garrafa de 310ml, servida no pint pequeno
  R$ 19,90


 Dê seu pulo: beba cerveja de verdade. Em boa companhia.



   
  

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