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29 de junho de 2015

DOA Día de Los Muertos IPA

  Rótulos de cerveja podem ser muito divertidos. E decisivos na hora da compra. Eu já tinha lido algo sobre esta cervejaria, mas não esperava encontrá-la tão cedo na prateleira. E não pestanejei quando encontrei.
  O rótulo lembra um pouco o filme "Ghost Rider" (Motoqueiro Fantasma). Segundo o site da Mexicalibeer, ela é a primeira cerveja totalmente desenvolvida no México que sai do território daquele país. E a informação mais interessante do site...(para delírio de quem sabe o que é cerveja de verdade!!) está estampada logo na capa: "La Cerveza Completa. No Requiere Limon". Sensacional!!
  Na taça, uma coloração acobreada, levemente turva, com uma espuma bege e densa, de média dissolução e que formou algumas marcas nas paredes da taça.
  Aromas cítricos bem evidentes no início: lima, tangerina. Maltado cresceu com a temperatura, caramelado. Notas herbais escondidas ao final.
  Sabor caramelado no início, com final seco e levemente quente e picante. Amargor bem presente, lembrando bem as IPAs americanas. Boa carbonatação, boa refrescância. Retrogosto amargo, com álcool muito bem inserido.



  Para harmonizar essa IPA amarguinha, uma boa guacamole seria uma ótima pedida! O som, sem dúvidas, o tema de Ghost Rider, por Christopher Young.

Serviço:
  Dia de Los Muertos IPA
  India Pale Ale

  6,8% ABV
  Degustação 4 a 8 graus C 
  País: México
  Garrafa de 330ml
  R$ 12,50

  Dê seu pulo: beba cerveja de verdade. Em boa companhia.


22 de junho de 2015

Harviestoun Òrach Slie

  Edição limitada que é parte de um projeto de cervejas maturadas em barril pela Harviestoun, da Escócia. 
  É uma versão da sua lager Schiehallion maturada em barris da renomada destilaria escocesa Glenfarclas. Segundo a cervejaria, o nome Òrach Slie significa néctar dourado, e ela foi assim batizada devido à sua vibrante cor âmbar e final rico. O tempo de maturação foi de 6 meses.
  As garrafas da Òrach Slie são todas numeradas (a minha foi a 1.509) e vêm com as assinaturas do mestre-cervejeiro e do mestre de madeira.
  Na taça ela apresentou uma coloração dourada, com leve turbidez. Espuma branca de baixa formação e rápida dissolução que deixou algumas pequenas marcas nas paredes da taça.
  O aroma de destilado e madeira já se fez sentir ao servir a cerveja na taça. Madeira, mel, destilado (whisky) bem pronunciados. Apesar do baixo teor alcoólico, um certo calor se fez sentir também.
  Sabor adocicado e maltado, com a madeira e o destilado bem proeminentes. No retrogosto, doce e ainda um toque de madeira e um leve calor de álcool. Agradável surpresa no corpo médio e uma carbonatação muito boa para o estilo. 
  Aromas e sabores cresceram com a temperatura. Ótima proposta!



Para harmonizar, a Harviestoun sugere uma salada Waldorf com peras ao invés de maçãs. Som: Run, by Snow Patrol.


Serviço:
  Harviestoun Òrach Slie
  Premium American Lager

  6,4% ABV
  Degustação 4 a 8 graus C 
  País: Escócia
  Garrafa de 350ml
  R$ 20,50

  Dê seu pulo: beba cerveja de verdade. Em boa companhia.

19 de junho de 2015

GaudenBier Bock

  Mais uma brasileira medalhista de ouro no South Beer Cup 2015.
  Eu particularmente tenho um carinho enorme pela GaudenBier. Fui seu cliente em 2010 quando tive meu restaurante e a fábrica ainda contava com apenas 2 tanques de fermentação. Hoje são mais de 10 tanques de onde saem diversos estilos e marcas - medalhistas também: pelas minhas contas, 6 das medalhas brasileiras são de brejas produzidas na linha da Gauden (a DUM Grand Cru, da qual falei no último post é uma delas).
  A Gauden é uma história de sucesso: cresceu e se fortaleceu apesar do ambiente hostil aos pequenos e médios empreendimentos cervejeiros que (infelizmente) temos em nosso país. Muito orgulho!
  Da família das Lagers, o estilo Bock teve sua origem na cidade de Einbeck, na Alemanha. O nome do estilo é uma variação do nome da cidade no dialeto Bávaro.
  A Gauden Bock apresentou uma coloração vermelho-rubi muito bonita, brilhante. Espuma branca de baixa formação e rápida dissolução, que deixou algumas marcas de véu na taça. Aromas nítidos e destacados de caramelo e baunilha, com malte e um pouco de passas, pão , melado de cana ao fundo. 
  O sabor segue o aroma, mas o dulçor não é tão acentuado. Malte, pão, passas. Carbonatação leve e ideal, com corpo leve e álcool muito bem colocado. Final levemente seco, com retrogosto muito suave de caramelo e malte, convidando para um próximo gole.
  Que cerveja boa!





Para harmonizar com a Gauden Bock e combater o frio dessa noite: Creme de Grão de Bico com linguiça Calabresa, ao som de Hero, por Nickelback.

Serviço:
  Gauden Bier Bock
  Traditional Bock

  6,4% ABV
  Degustação 4 a 8 graus C 
  País: Brasil
  Garrafa de 500ml
  R$ 10,00 (aproximado)

  Dê seu pulo: beba cerveja de verdade. Em boa companhia.

9 de junho de 2015

DUM Grand Cru

  Mais uma brasileira que nos representou muito bem no South Beer Cup de 2015, com 1 ouro e 2 pratas. A DUM Grand Cru foi ouro no estilo Tripel. Em seu rótulo, ela é descrita como uma Double Witbier: em sua receita vão cascas de laranjas frescas e sementes de coentro, típicos das Wits, porém com uma proporção bem maior de maltes. O estilo Double Witbier não existe oficialmente nos guias cervejeiros. 
  Grand Cru é um termo de "Denominação de Origem Controlada" (DOC) dos melhores vinhos produzidos na região da Borgonha, na França, sendo a mais alta das 4 categorias em que se divide essa denominação. A medalha concedida à DUM corrobora que a cerveja está realmente na mais alta categoria.
  O rótulo chama muito a atenção, e segundo o site "tem como inspiração a tela Les fils de l'homme (em inglês: The Son of Man) do pintor surrealista belga René Magritte. Nele, o pintor faz um autorretrato com uma maçã em frente ao seu rosto. Assim como o artista, a proposta era criar uma cerveja "surrealista", pois rompe com a racionalidade dos estilos tripel e wit."
  Uma cor alaranjada, bonita, levemente turva na taça; com espuma branca de média formação e persistência, que deixou algumas marcas de véu na taça.
  Aromas de laranja nítidos, com caramelo do malte, pão, levedura belga e coentro e especiarias mais ao fundo. O aroma pareceu mais maltado e doce à medida que subiu a temperatura da taça.
  Sabor de laranja sobressalente na entrada, cítrico, juntamente com o dulçor do malte, formando uma combinação harmoniosa. Coentro e especiarias na deglutição, com um surpreendente amargor ao final, limpo. Final levemente quente do álcool, com corpo médio, boa carbonatação e retrogosto adocicado.
  Fez juz à proposta: tem a refrescância de uma Wit com o corpo e a pegada alcoólica de uma Tripel. 



Para harmonizar, um ceviche bem fresco e com uma boa pegada de pimenta, curtindo Pearl Jam.

Serviço:
  DUM Grand Cru
  Tripel / Double Witbier

  8,8% ABV
  Degustação 4 a 8 graus C 
  País: Brasil
  Garrafa de 355ml
  R$ 16,50 (aproximado)

  Dê seu pulo: beba cerveja de verdade. Em boa companhia.

6 de junho de 2015

Tupiniquim Monjolo Floresta Negra

  Essa é mais uma cerveja brasileira premiada com ouro no South Beer Cup 2015. Coincidência ou não, ela foi parar na minha geladeira ainda antes da premiação.
  A Floresta Negra, da Tupiniquim, tem como base sua Monjolo Imperial Porter, com adição de cacau, favas de baunilha e framboesa, tendo como resultado uma Fruit Beer muito interessante e com uma forte pegada de álcool: 10%.
  Na taça, uma coloração negra, brilhante com espuma alta e persistente de cor amarronzada.
  Quando abri a garrafa, o primeiro aroma que senti foi um adocicado de frutas vermelhas. Ao servir na taça, tostados, maltados, caramelo, baunilha. Após descansar um pouco na taça e subir a temperatura, a framboesa ganhou força e se fez mais presente, com um certo toque de massa de torta ou bolo, mas sempre com o tostado sobressaindo em primeiro plano, com um leve toque de frutas secas. Álcool aparecendo bem no final. Complexidade muito interessante.
  Na boca, a entrada é levemente doce, com as framboesas bem aparentes, num corpo médio e com carbonatação bem colocada e amargor leve. O final é doce, com um retrogosto levemente adocicado, lembrando muito frutas vermelhas. Sabor adocicado surpreendente para uma Imperial Porter e muito bem colocada para uma fruit beer para o meu paladar: sem exagerar no dulçor e com baixa acidez. 
  Uma cerveja deliciosa! Digna mesmo de uma medalha de ouro.



 Para harmonizar, uma torta floresta negra ficaria sensacional, ao som de The Verve.

Serviço:
  Tupiniquim Monjolo Floresta Negra
  Fruit Beer

  10,0% ABV
  Degustação 8 graus C 
  País: Brasil
  Garrafa de 310ml
  R$ 21,00 (aproximado)

  Dê seu pulo: beba cerveja de verdade. Em boa companhia.

2 de junho de 2015

Ouro raro: Cathedral Apocalipse Imperial Stout

  Na semana passada aconteceu em Mar del Plata, na Argentina, o 5o. South Beer Cup, a "Copa America das Cervejas". 
  As cervejarias brasileiras tiveram excelentes resultados, com a maioria esmagadora das medalhas, além de levar (de novo) a melhor cervejaria da América do Sul.
  E foi por uma dessas deliciosas "coincidências" do mundo cervejeiro que consegui uma cerveja medalhista de ouro e que ainda nem está no mercado: a Cathedral Imperial Stout. Cathedral é uma jovem cervejaria de Maringá (PR), que tem em seus rótulos desenhos que lembram os vitrais da linda Basílica daquela cidade. Eu já havia provado a IPA.
  Numa visitinha aos meus amigos Herik e Dani, da loja Rock'a Birra, acabei por comprar a última garrafa sobrevivente de um evento da cervejaria em parceria com a loja, ainda sem rótulo.
  A cerveja ainda não foi oficialmente lançada no mercado, como informa a página da Cathedral; porém já nasce com 2 medalhas (ouro no South Beer Cup 2015 e prata no Concurso Brasileiro também deste ano). Penso até que o lote que estou tomando é o mesmo que foi para os concursos... Que privilégio o meu!
   Vamos à Apocalipse Imperial Stout:
  No copo, apresentou uma cor negra, opaca, com espuma densa, bege e persistente, muito bonita. Aromas complexos, com tostado, caramelo e pão na entrada, depois ameixas, passas secas, açúcar mascavo e um pouco de baunilha.
  O sabor acompanha os aromas, com o tostado aparecendo no início, depois baunilha e pão, com destaque para o corpo cremoso e a carbonatação ideal para o estilo. Retrogosto tostado, com calor do álcool e um final ainda cremoso e com um leve toque de baunilha.
  Que cerveja boa! Parabéns à Cathedral, e espero ver logo essa breja nas prateleiras por aí. E com um rótulo seguindo seu lindo padrão!!
  
Saca só o rótulo da pequena!!



  Para harmonizar, uma boa combinação pode ser com costeletas de cordeiro grelhadas, ao som de sir Paul McCartney.

Serviço:
  Cathedral British Imperial Stout
  British Imperial Stout

  10,0% ABV
  Degustação 9 graus C 
  País: Brasil
  Garrafa de 330ml
  R$ 19,00 (aproximado)

  Dê seu pulo: beba cerveja de verdade. Em boa companhia.